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O que você pode aprender sobre coragem com Johnny Bleas?

Quando a Terra foi criada – na época seu nome era Neifs – um “planeta gêmeo” também foi criado. Esse outro universo paralelo foi batizado de Asterium e é considerado uma dimensão da Terra e se assemelha com o nosso planeta em muitas coisas, mas tem suas peculiaridades como criaturas exóticas, duende e travesseiros falantes que cuidam da organização do pensamento de seus habitantes, além  de bebidas e comidas que só existem por lá.

Para Johnny Bleas, esse é um novo mundo, pois antes de ser levado para Asterium, ele tinha um vida tranquila ao lado de seus tios em uma fazenda do interior. A morte de um familiar querido mudou tudo em sua vida e agora em outra dimensão ele precisa cumprir uma profecia feita há mais de 300 anos, porém tem a opção de escolher entre seguir seu destino e salvar Asterium ou voltar à sua vida simples e sem desafios.

Assim como o personagem, o autor João Gabriel Brene, 25 anos, também enfrentou esse desafio de ter que escolher se permanecia em sua zona de conforto ou se encarava o desafio de escrever e publicar seu livro que chegou às livrarias em abril deste ano.

“Lembro-me de estar excepcionalmente feliz no dia do lançamento. Estavam presentes amigos, familiares e alguns leitores que passavam pela livraria no dia. Em resumo, senti como se eu tivesse dado o primeiro passo para algo maior do que eu. Não imaginava que algum dia eu poderia chegar ali, e aquilo realmente aconteceu”, recorda J.G. Brene.

O lançamento do livro foi apenas o primeiro passo de uma longa caminhada, como passar a primeira faze de um jogo, pois Johnny Bleas – Um Novo Mundo, é apenas o primeiro livro desta trilogia que mistura aventura, magia e emoção, além de levar o leitor a refletir sobre sua vida e suas escolhas. O livro trata em especial de uma ferramenta que todos carregam e pode fazer a diferença entre retroceder ou avançar: A coragem. Assim como a atriz Jennifer Lawrence no, no filme Jogos Vorazes, o personagem Johnny Bleas precisou de coragem para escolher cumprir sua missão de vida e teve que se manter corajoso para não desistir ao longo do caminho. “Hoje com o segundo livro pronto, já com a editora, percebo que a coragem para se lançar a esse desafio foi minha grande aliada. Vejo que ainda tenho um longo caminho para percorrer. Não apenas relacionado a escrever o terceiro livro, mas também trabalhar para que ele seja lido! Afinal, este é o objetivo de todo o escritor, que sua obra seja lida! Quem sabe um dia tudo isso não vira filme e recebo um convite para sentar-me ao lado de Jô Soares na TV.”, destaca o escritor.

Criador e Criatura

Embora boa parte dos autores tentem se distanciar de seus personagens para que a obra seja o mais imparcial possível, em alguns pontos isso torna-se mais difícil como ocorreu entre João Gabriel Brene e Johnny Bleas. “Admito que coloco um pouco de mim no personagem, apesar de trabalhar o máximo para não fazê-lo. Acho que Johnny e eu temos em comum a criatividade e a vontade de fazer mais pela humanidade, Johnny poderia ter recusado a tarefa, mas mesmo assim decidiu abraçar a causa”.

Brene diz que tem um pouco disso também, pois ao ver que algumas coisas não estão certas, tenta fazer o melhor que pode dentro de sua capacidade para mudá-las.

“Gosto de transmitir para o meu público a mensagem de que podemos fazer mais pelo mundo, acredito que os leitores de Johnny Bleas estão sempre em busca de novas aventuras e o enredo é bastante convidativo para que todos juntos possamos fazer algo a mais! Acreditar que podemos fazer já é o primeiro passo para a mudança”.

Os fundamentos do escotismo em Asterium

Segundo J.G. Brene, a grande mensagem implícita no enredo de Johnny Bleas, é que ele é um personagem que consegue fazer o melhor possível para servir, perante as adversidades. “Por mais que os desafios sejam grandes, com coragem encontraremos um meio para superá-las. Isso foi algo que aprendi desde a infância nos fundamentos do escotismo, criado em 1907 por “BP”, Lord Baden Powell of Gilwell (1857-1941)”, concluiu Brene.

Na última página do livro a mensagem do grande gênio e fundador  do escotismo está bastante explícita:

“Johnny sabia que não estava preparado, sabia que poderia morrer a qualquer momento, sabia que sua magia não era forte o suficiente, mas também sabia que era seu dever ajudar as pessoas daquele mundo. Asterium o havia chamado, e ele responderia o chamado com o melhor que pudesse fazer, pois assim havia sido criado, não importava a situação e o quanto exigisse, ele faria o melhor possível, em alerta, para servir a quem o chamasse.”

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